
Guia de Bolso Relacionamentos Saudáveis, criado pelo Instituto Natura e Avon, ajuda mulheres e redes de apoio a identificar sinais e buscar ajuda
A violência contra mulheres em relacionamentos amorosos raramente começa com nem se resume à agressão física. Antes dela, costumam aparecer comportamentos como controle, isolamento, humilhações, perseguições, ameaças e manipulação psicológica, muitas vezes naturalizados como demonstrações de cuidado, proteção ou ciúme. Por isso, reconhecer esses comportamentos e dar nome à violência é um passo fundamental para enfrentá-la.
Com o objetivo de ampliar a conscientização sobre violência doméstica e familiar e oferecer informação prática para mulheres e suas redes de apoio, o Instituto Natura e a Avon disponibilizam gratuitamente o Guia de Bolso Relacionamentos Saudáveis. O material ajuda a reconhecer comportamentos que configuram violência prevista na Lei Maria da Penha, esclarece direitos e reúne informações sobre serviços de apoio e proteção.
A iniciativa reforça que a violência de gênero não pode ser normalizada. “Levar informação precisa e de qualidade, acolhimento e ferramentas práticas para ser rede de apoio são fundamentais para que mais mulheres possam reconhecer a violência, acessar apoio e exercer seus direitos”, diz Beatriz Accioly, antropóloga e gerente do compromisso pelo Fim da Violência contra Mulheres no Instituto Natura.
“Não enfrentamos aquilo que não conseguimos reconhecer. Muitas mulheres não identificam espontaneamente que vivem violência, mas reconhecem esses comportamentos quando eles são descritos de forma concreta. Dar nome à violência é um passo fundamental para que ela deixe de ser naturalizada”, destaca a especialista.
O termômetro da relação: saudável vs. abusivo
O Guia de Relacionamentos Saudáveis destaca as principais diferenças para ajudar na avaliação do convívio cotidiano. De acordo com ele, em um relacionamento saudável, a mulher se sente segura, valorizada e à vontade. Além disso, mantém seus amigos e familiares por perto, tem liberdade de escolha, resolve conflitos conversando e conta com apoio para seus sonhos e crescimento pessoal.
Já em um relacionamento abusivo, além da violência física – que por sua vez pode acontecer disfarçadas de brincadeiras, como com beliscões -, há sinais como:
- Controle: o parceiro decide suas roupas, impede sua privacidade, vigia seu dinheiro, exige acesso às suas conversas com outras pessoas em redes sociais ou tem ciúme excessivo;
- Desrespeito: críticas constantes, piadas ofensivas, invalidação dos sentimentos e opinião da parceira e desvalorização profissional;
- Isolamento: afastamento de amigos e familiares, mesmo que supostamente voluntários;
- Conflitos frequentes: manipulação psicológica, como ser chamada de “louca” ou “histérica”;
- Medo: sentimento constante de ansiedade perto da pessoa.
Segundo Beatriz, grande parte da violência doméstica e familiar acontece por meio de comportamentos que muitas vezes são naturalizados. “Quando damos nome a esses comportamentos, ajudamos mulheres, familiares, amigos e profissionais a reconhecerem a violência e a agir antes que ela se agrave. Informação de qualidade salva vidas porque transforma dúvida em reconhecimento e reconhecimento em ação”, diz Beatriz.
O papel da rede de apoio: como ajudar sem julgar?
Qualquer pessoa pode fazer a diferença na vida de uma mulher sob violência. Para isso, o guia recomenda:
- Escutar ativamente: permitir que a mulher fale sobre o que está vivendo e sentindo, sem interrupções e sem reações de choque que possam inibí-la;
- Acolher sem julgar: diga claramente que acredita nela e que ela não tem culpa de sofrer a violência;
- Respeitar o tempo dela: romper ciclos de abuso é difícil e demorado, por isso, evite pressionar por decisões imediatas;
- Oferecer caminhos práticos: apresente os canais de apoio discretos e seguros, caso ela não queira ou não tenha condições de formalizar uma denúncia.
Os seis tipos de violência descritos na Lei Maria da Penha
Ao decidir fazer denúncias formais sobre violência contra a mulher, vale considerar que a Lei Maria da Penha tipifica cinco formas de agressão:
- Física: empurrões, tapas, socos e chutes;
- Psicológica: ameaças, humilhações, controle, perseguição e impedimento do direito de ir e vir;
- Sexual: relações sexuais forçadas sem consentimento ou impedimento do uso de métodos contraceptivos;
- Patrimonial: controle ou destruição de dinheiro, documentos, objetos pessoais ou retenção de bens;
- Moral: xingamentos, calúnias, difamações e ofensas à reputação e honra;
- Vicária: violência é praticada contra filhos, pais ou dependentes diretos de uma mulher como forma de causar sofrimento ou punição a ela.
Além disso, é importante buscar serviços e rede de apoio que garantam segurança e suporte de longo prazo à mulher em situação de violência, afastando-a do agressor antes de realizar a denúncia.
“A denúncia é importante, pois ela não só obriga o agressor à responder juridicamente, como dá visibilidade ao Estado sobre o tamanho do problema que é a violência contra as mulheres no país. No entanto, é importante que essa mulher tenha condições de se manter afastada e em segurança em relação ao agressor enquanto dura o processo judicial, que muitas vezes pode ser longo e não necessariamente afasta o agressor”, diz Beatriz.
Onde encontrar ajuda?
Em situações de vulnerabilidade ou para orientar alguém em risco, estão disponíveis diversos serviços públicos e da sociedade civil, como:
- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher): serviço nacional gratuito e confidencial para denúncias, apoio e orientações;
- Delegacias de Defesa da Mulher (DDM): para registro de Boletins de Ocorrência específicos e solicitação de Medidas Protetivas de Urgência;
- CRAM (Centro de Referência e Atendimento às Mulheres) e CREAS: espaços públicos que oferecem acompanhamento social, psicológico e orientação jurídica gratuita;
- ONG MeToo Brasil: Apoio focado em sobreviventes de violência sexual, pelo telefone 0800-020-2806 ou site (metoobrasil.org.br);
- Casa Bem Querer Mulher: Atendimento presencial integrado em São Paulo (SP), no telefone (11) 3726-4220;
- Mulheres Positivas: Plataforma gratuita com vagas de emprego, capacitação e recursos para a independência financeira de mulheres (mulherespositivas.com.br).
Sobre o Instituto Natura
Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.
Obrigado por acessar nosso artigo! =)
Em primeiro lugar esperamos que vocês tenham gostado! Antes de mais nada Lembre-se de compartilhar com os familiares e amigos. Afinal Entre em contato conosco, deixe suas dúvidas e sugestões! Estamos sempre à disposição para melhorar e trazer conteúdo de valor a vocês, nossos leitores.
IMPORTANTE:
Importante destacar que todo o conteúdo abordado neste espaço é apenas para fins didáticos e informativos. Não se trata de compra e venda de contas, cartões ou quaisquer serviços bancários ou de outro caráter. Portanto, reforçamos que todo o conteúdo aqui apresentado tem apenas a finalidade de informar e auxiliar nossos leitores, nunca incentivando ou promovendo ações ilícitas.
Os produtos demonstrados em campanhas e benefícios podem ser alterados sem aviso prévio pelos bancos em nosso País demonstrados em nosso canal. Por isso antes de fazer qualquer operação como ( abertura de contas em bancos, cartões de crédito, empréstimos etc.. ) procure o site oficial da instituição ou entre em contato com a central de atendimento para saber se ainda consta o que foi dito neste vídeo.
Sempre olhe a data de emissão do vídeo pois ele pode já estar desatualizado com as informações dos bancos e serviços financeiros. Os Investimentos mostrados neste canal não é para ser copiado pois cada cliente tem um perfil investidor diferente um do outro.
