
Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor
Visão geral
- Aumento no número de passageiros: 5 bilhões globalmente em 2025, contra 4,8 bilhões em 2024;
- Redução nos casos de extravio de bagagem: a taxa caiu 23%, para 4,9 por 1.000 passageiros; o volume total diminuiu 19%, para 24 milhões de malas. Ambos os indicadores estão agora abaixo dos níveis pré-pandêmicos;
- Custo para o setor: US$ 6,3 bilhões em 2025, que equivale a cerca de 15% do lucro total do setor aéreo;
- Novo parâmetro de custo: em média, US$ 260 por bagagem extraviada, substituindo o valor de US$ 150, há muito citado e desatualizado.
Dados da América do Sul
• Custo por mala: US$ 240, incluindo indenizações – abaixo da média global de US$ 260 e o terceiro menor entre as regiões em termos de despesas.
• Não há dados publicados sobre a taxa de extravio de bagagem na América do Sul isoladamente; a taxa das Américas (AMER) de 5,6 por 1.000 passageiros (A4A) é divulgada em nível de agrupamento.
• Referências globais aplicáveis: custo total do setor de US$ 6,3 bilhões; taxas de extravio reduzidas em 23% e volumes reduzidos em 19% em 2025.
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Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.
Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.
O número de passageiros está crescendo mais rapidamente do que a infraestrutura projetada para atendê-los. Somente em 2025, 5 bilhões de passageiros viajaram em todo o mundo, e 24 milhões de bagagens foram extraviadas. Mas em uma perspectiva de longo prazo, o número de extravio de bagagens caiu quase três quartos desde 2007.
O que aconteceu em 2025 não foi uma única tecnologia, mas uma mudança na forma como os sistemas se conectam: compartilhamento de dados em tempo real, roteamento por IA, despacho biométrico de bagagem e dispositivos conectados dos passageiros.
“A bagagem está deixando de ser um problema logístico para se tornar um serviço digital”, ressalta Nicole Hogg, diretora de portfólio de bagagem da SITA. “Os passageiros querem saber onde está sua mala a todo momento e estão cada vez mais dispostos a nos ajudar a rastreá-la. A próxima fase consiste em levar a tecnologia que já temos para cada transferência, agente de bagagem e aeroporto, oferecendo maior visibilidade e conectando todas as etapas da viagem. É assim que o setor conquista a confiança que os viajantes agora esperam”.
Resultados reais comprovam a eficácia da solução. A integração do Find My, da Apple, com o SITA WorldTracer® reduziu em 90% a perda definitiva de bagagens no primeiro ano e diminuiu em 26% o tempo de recuperação de malas atrasadas. Recentemente, a empresa também integrou a este sistema o recurso de compartilhamento de localização de itens do Find Hub, do Google. A Thai Airways, utilizando o Auto Reflight, da SITA, reduziu uma operação de três minutos para apenas um segundo por mala em nove aeroportos.
David Lavorel, CEO da SITA, afirma: “Os aeroportos operam cada vez mais perto de seus limites físicos a cada ano, e a resposta nem sempre é construir mais. Dados, inteligência artificial e operações preditivas nos permitem tirar maior proveito do aeroporto que já temos, no check-in, na segurança, no portão de embarque, na pista de manobras e nas salas de bagagem. O setor de cargas mostra que a fórmula funciona. Soluções como o Total Airport Management adotam a mesma abordagem em todo o ciclo, para que os aeroportos possam absorver o crescimento sem ampliar sua área ocupada”.
O relatório identifica de onde podem vir os próximos ganhos. As bagagens atrasadas representam cerca de 70% do custo total, sendo a maior parte desse valor operacional – relacionado à recuperação, ao redirecionamento e à entrega. No caso de malas perdidas ou danificadas, até 70% do custo é destinado a indenizações. As conexões continuam sendo o principal fator de erros de operação, representando 39% dos casos em 2025, uma queda em relação aos 41% do ano anterior.
A tendência é clara. Três em cada quatro companhias aéreas planejam investir em IA nos próximos dois anos. Metade delas planeja fornecer aos passageiros atualizações em tempo real sobre a bagagem. O rastreamento de mala em todo o setor, de acordo com a Resolução 753 da IATA, já ultrapassou a marca de 50%, com a meta de conformidade total prevista para 2027. O próximo horizonte já está na pista : etiquetar as bagagens em casa, deixá-las no carro e malas que não precisam voar na mesma aeronave que o passageiro.
Sobre a SITA
A SITA é o motor tecnológico da indústria do transporte aéreo, tornando as viagens mais seguras, fáceis e sustentáveis para todos. Desde os primeiros dias da aviação comercial até as atuais fronteiras digitais, a SITA conecta o setor e ajuda a indústria a evoluir a cada novo avanço.
Com cerca de 2.500 clientes, a tecnologia da SITA apoia mais de 1.000 aeroportos e mais de 19.600 aeronaves em todo o mundo. A empresa também ajuda mais de 70 governos a equilibrar segurança de fronteiras com jornadas de viagem mais fluidas. Nos bastidores, a SITA intermedeia 45% a 50% da troca de dados do setor, permitindo que uma rede global altamente complexa opere de forma eficiente e confiável em todas as etapas.
A SITA está passando por uma rápida transformação. De soluções avançadas de autoatendimento e controle operacional ao design de aeroportos e fronteiras digitais, a empresa está moldando a próxima geração de viagens por meio de aquisições estratégicas comoMaterna IPS, ASISTIM e CCM. A empresa também está expandindo além da aviação com iniciativas como SmartSea, levando suas tecnologias para os setores marítimo, ferroviário e de mobilidade aérea urbana.
Essa transformação vai além de novos produtos. A empresa está investindo em competências, ferramentas e parcerias para ajudar a indústria a operar com mais inteligência e agilidade, reunindo sistemas inteligentes, dados integrados e inovação sustentável. Porque, à medida que as viagens globais crescem, fluxo é tudo.
Como parte de sua estratégia climática, a SITA estáreduzindo suas emissões em 4,2% ao ano e tem como meta alcançar emissões líquidas zero até 2050. Suas metas baseadas na ciência foram validadas pela SBTi, e seu portfólio crescente também ajuda clientes a reduzir suas próprias pegadas de carbono.
De propriedade da própria indústria e orientada por suas necessidades, a SITA opera em mais de 200 países e territórios.
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