
Na Galeria Praça da Pina Contemporânea, o sul-coreano e pioneiro da videoarte é colocado em diálogo com as artistas Charlotte Moorman e Vivian Caccuri
Período: 17.10.2026 – 14.03.2027
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, junto com o Nam June Paik Art Center, da Coreia do Sul, e em parceria com a Hyundai Motor, apresentam a partir de 17 de outubro, na Galeria Praça da Pina Contemporânea, a exposição “Hyundai Translocal Series: Via Satélite – Diálogos com Nam June Paik – Charlotte Moorman e Vivian Caccuri”. A exposição também é patrocinada por Banco Itaú e BVLGARI.
A nova mostra celebra um dos nomes mais importantes da arte contemporânea mundial na segunda metade do século XX, o sul-coreano Nam June Paik (1932-2006), considerado o pai da videoarte, pioneiro no uso da televisão e do vídeo como meio artístico e figura central na fusão entre arte, tecnologia e comunicação de massa. Nas transmissões via satélite que fazia nos anos 1980, conectou artistas ao vivo em fusos horários distantes, antecipando a instantaneidade global das redes sociais.
A exposição coloca Paik em diálogo com duas artistas de peso: a americana Charlotte Moorman (1933-1991), violoncelista e artista performática que colaborou com Paik em diversos trabalhos durante décadas, e a brasileira Vivian Caccuri (1986), consagrada por investigar o som em suas instalações e performances como meio para reorganizar a percepção e tensionar experiências cotidianas.
A exibição, coorganizada com o Nam June Paik Art Center, de Yongin, da Coreia do Sul, faz parte do projeto Hyundai Translocal Series, iniciativa da Hyundai Motor lançada em 2025 que fomenta colaborações entre instituições de arte da Coreia do Sul e de todo o mundo. Esta é a primeira de duas exposições que a Pinacoteca dedicará ao projeto. Em 28 de novembro, abre a segunda mostra, na Grande Galeria da mesma Pina Contemporânea, colocando obras emblemáticas de Paik em diálogo com trabalhos das artistas biarritzzz (Fortaleza, 1994), Christine Sun Kim (Orange County, 1980), Jane Jin Kaisen (Jeju, 1980) e Vivian Caccuri (São Paulo, 1986).
Na sequência da primeira apresentação na Pinacoteca, o Nam June Paik Art Center inaugura a exposição “Hyundai Translocal Series: Via Satellite – Moon, Echo, Mosquitoes, and Memes” em seu edifício em Yongin, em 5 de novembro.
Com curadoria de Yoonseo Kim, Kwonjin Cho, Ana Maria Maia e Ana Paula Lopes, a exposição sul-coreana difere da edição brasileira: enquanto esta parte das obras históricas de Paik, aquela se concentra em projetos recém-comissionados e em obras já existentes das quatro artistas convidadas, estabelecendo pontes entre suas práticas e seus contextos de vida e trabalho.
“Estamos muito entusiasmados por fazer parte da Hyundai Translocal Series, profundamente comprometidos com a arte e com os diálogos transnacionais entre museus, criadores e públicos”, afirma Jochen Volz, diretor-geral da Pinacoteca.
Ele continua: “Nossos museus, localizados em cidades em lados opostos do mundo e agora unidos pelo espírito de Nam June Paik, que imaginou encontros capazes de transcender o tempo e o espaço por meio da combinação entre tecnologia e arte, querem celebrar conjuntamente o legado de Paik à luz das produções contemporâneas de artistas de uma nova geração”.
Um artista visionário
Nam June Paik consolidou-se como um pensador visionário sobre comunicação de massa muito antes de a tecnologia alcançar as possibilidades que ele já imaginava. Em 1974, cunhou o termo “electronic superhighway” (“superestrada eletrônica”) para falar de redes globais de comunicação instantânea via satélite, duas décadas antes da popularização da internet, e defendeu a criação de um “Video Common Market” que permitisse a livre circulação de conteúdo televisivo entre países — uma televisão pensada não como meio de mão única, mas como ferramenta de participação e diálogo real entre culturas.
Essa visão se concretizou em projetos históricos como “Good Morning, Mr. Orwell” (1984), uma performance mundial ao vivo via satélite pioneira, no Ano-Novo daquele ano, e “Wrap Around the World” (1988), transmissão que conectou simultaneamente diversos países — incluindo o Brasil — durante as Olimpíadas de Seul. Ao longo de mais de quatro décadas de produção, Paik também se dedicou a repensar a relação entre corpo, máquina e afeto — investigando como a tecnologia poderia ser “humanizada” em vez de fria ou distante.
O legado de Paik consolidou a videoarte como uma das linguagens fundamentais da arte do século XX, transformando a televisão de um receptor passivo em uma ferramenta interativa de criação e reflexão crítica. Seus trabalhos integrando tecnologia, escultura, robótica e filosofia materializaram seu projeto de humanizar os meios eletrônicos, estimulando o espectador a se tornar um participante ativo da cultura de mídia, além de antecipar dinâmicas de rede e circulação global de informações que definem a sociedade dos anos 2010 e 2020. Sua obra pavimentou o caminho para a new media art, instalações imersivas, videoarte contemporânea e a estética da hiperconexão.
“Paik é um artista central para a contemporaneidade, pelo modo como conjugou experimentalismo e desejo de atuar na realidade de um mundo em pleno processo de globalização na segunda metade do século XX. Tendo passado a infância na Coreia, estudado no Japão e na Alemanha, morado grande parte da vida nos EUA e cultivado relações no Brasil, responsáveis por torná-lo uma grande influência para a cena local, ele está dentre os artistas cuja obra parte de uma condição internacional. Diante das mudanças drásticas de ordem geopolítica e também relativas à produção em arte, partimos dele como um precursor e ponto de partida para discussões que permanecem abertas na contemporaneidade. Quais as relações que estabelecemos entre o local e o global? Como a arte nos ajuda a pensar e traduzir culturas distantes e buscar relações sensíveis com as máquinas e a natureza?”, analisa Ana Maria Maia, curadora-chefe da Pinacoteca.
“Ao olhar para a tecnologia, Paik também buscou humanizá-la, explorando a dimensão íntima dos meios de comunicação e deslocando para o espaço público aquilo que antes pertencia ao ambiente doméstico. Ele também provocou um abalo nas relações entre arte, tecnologia e diferentes campos do conhecimento, aproximando artistas, público e educação. Sua trajetória atravessou culturas e línguas — coreano, japonês, chinês, alemão e inglês — e foi marcada pela constante preocupação sobre ser compreendido. Essa experiência de atravessar fronteiras também nos leva a pensar sobre a comunicação e a globalização, e sobre como barreiras sociais e raciais ainda podem limitar esses deslocamentos. Seu radicalismo nasce, em parte, da experiência com a música clássica e dodecafônica, da manipulação do tempo e da subversão de suas estruturas. No encontro com o Grupo Fluxus, Charlotte Moorman e outros colaboradores, além de interlocutores de diferentes áreas, Paik ampliou as possibilidades do acaso, do descontrole e da experimentação como elementos fundamentais de sua prática”, explica Ana Paula Lopes, curadora da Pinacoteca.
Destaques
Uma das obras exibidas na Galeria Praça é a famosa TV Cello (1971), uma escultura-vídeo de Nam June Paik concebida para ser tocada por Charlotte Moorman. A obra reúne três televisores de diferentes dimensões, cordas, voluta, cravelhas, fios e circuitos eletrônicos, integrados ao instrumento e protegidos por uma película de acrílico transparente que funciona como uma espécie de pele. A cada movimento de Moorman sobre as cordas, a escultura emite sons eletrônicos e produz variações que se refletem na própria exibição das imagens nos monitores. Em alguns momentos, a artista dedilha as cordas; em outros, bate na caixa de acrílico.
A peça estreou como Concerto for TV Cello and Videotapes na Galeria Bonino, em Nova York, e foi reencenada por Moorman em diversas ocasiões, incluindo apresentações célebres em 1982, no Whitney Museum of American Art, em Nova York, e, mais tarde naquele ano, na inauguração da retrospectiva de Paik no Museu de Arte Contemporânea de Chicago. Paik produziu diversas versões da obra ao longo da vida — a exibida agora na Pinacoteca é a de 2002, do acervo do Nam June Paik Art Center. TV Cello funciona como um amálgama de corpo, instrumento musical e eletrônica, que desafia a fronteira entre corpo e máquina. A integração do corpo do performer com as telas de vídeo age como uma extensão protética da corporeidade, unindo a música ao vivo à manipulação das imagens em tempo real. Assim, os artistas manipulam o tempo e deslocam as fronteiras de um instrumento cuja forma permanecia praticamente inalterada desde o século XVII, como declarou Moorman.
Já Vivian Caccuri cria uma obra inédita para a exposição da Pina, Medusa e Clepsidra (2026), de modo a dialogar com Paik e Moorman. Caccuri explora o som como elemento capaz de produzir experiências temporais que escapam às formas convencionais de percepção e ampliam as possibilidades de interação entre os sentidos e o corpo. A instalação sonora transforma em matéria e em som o fluxo sanguíneo; uma matéria que, embora faça parte de nossa experiência corporal, permanece inaudível, exceto, segundo a filosofia budista, em estados elevados de meditação. Por meio do ultrassom Doppler, Caccuri capta esse movimento invisível e o converte em matéria sonora e espacial. Estruturas de concreto de diferentes tamanhos, construídas a partir de diferentes corpos e pigmentadas em tons sanguíneos, articulam-se a fios que atravessam o teto, sugerindo movimentos e correntes.
O título faz referência à clepsidra, antigo relógio de água utilizado para medir o tempo, aproximando a circulação do sangue de uma medida temporal que, embora não possa ser ouvida, é corporalmente sentida. Ao articular corpo, tecnologia e som, a artista propõe uma experiência do tempo em sua dimensão abstrata, que se manifesta simultaneamente de forma corporal e imagética.
Outra obra exposta na Galeria Praça é o vídeo Transmissão Via Satélite da Documenta 6 (1977), feito por Charlotte Moorman, Douglas Davis, Joseph Beuys e Nam June Paik. Na sexta edição da Documenta de Kassel, realizada em 1977 sob curadoria de Manfred Schneckenburger, a arte expandiu seus limites ao incorporar performance, videoarte, novas mídias e meios de comunicação. Em parceria com a televisão pública alemã, a exposição abrigou uma das primeiras transmissões internacionais via satélite, alcançando 25 países. Nesse contexto, Moorman e Paik apresentaram ao vivo performances inspiradas no Fluxus, retomando trabalhos como TV Bra (1969) e TV Cello (1971). Paik tensionava a relação entre corpo, tecnologia e ação, enquanto Joseph Beuys elaborava um discurso performativo sobre a transformação social pela arte. De Caracas, Douglas Davis apresentou The Last Nine Minutes, aproximando tempo e distância. A transmissão conectava diferentes linguagens e colocava em pauta circulação de imagens, fronteiras e possibilidades de conexão global em meio à Guerra Fria.
SOBRE OS ARTISTAS
NAM JUNE PAIK (Seul, Coreia do Sul, 1932 – Miami, EUA, 2006) foi um artista visual, considerado o fundador da videoarte. Estudou na Universidade de Tóquio antes de continuar seus estudos em história da arte e musicologia na Alemanha, onde conheceu John Cage e passou a integrar o movimento Fluxus. Em 1963, na mostra “Exposition of Music-Electronic Television”, em Wuppertal, usou televisores manipulados como meio artístico pela primeira vez. Mudou-se para Nova York em 1964, onde iniciou sua parceria histórica com a violoncelista Charlotte Moorman e, com o engenheiro Shuya Abe, criou o Paik-Abe Video Synthesizer (1969). Autor de obras como TV Buddha, TV Garden e Global Groove, também organizou transmissões pioneiras via satélite, como Good Morning, Mr. Orwell (1984). Recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza (1993) e teve retrospectivas no Whitney Museum (1982) e no Guggenheim (2000). Esteve no Brasil em 1975, na 13ª Bienal de São Paulo, e voltou a expor no país em diversas ocasiões, incluindo uma retrospectiva no Videobrasil de 1996.
MADELINE CHARLOTTE MOORMAN (Little Rock, EUA, 1933 – Nova York, EUA, 1991) foi violoncelista e artista performática norte-americana, conhecida como “Joana d’Arc da Nova Música”. Figura central da vanguarda nova-iorquina, fundou o Annual New York Avant-Garde Festival. Após atuar na Orquestra Sinfônica Americana, dedicou-se à música experimental e à performance. Em 1964, conheceu Nam June Paik, com quem estabeleceu uma parceria fundamental, criando obras que articulavam música, corpo, vídeo e tecnologia, como TV Bra for Living Sculpture (1969) e TV Cello (1971). Em 1967, durante a apresentação de Opera Sextronique, de Paik, no Film-Makers’ Cinematheque, em Nova York, Moorman foi retirada violentamente do palco pela polícia e presa por atentado ao pudor, tornando-se conhecida como Topless Cellist. O episódio tornou-se emblemático por tensionar as relações entre arte, corpo, sexualidade e censura. Ao longo de sua trajetória, colaborou com artistas como Yoko Ono, John Cage, Joseph Beuys, Carolee Schneemann e Wolf Vostell. Diagnosticada com câncer de mama na década de 1970, continuou a se apresentar até sua morte, em 1991, aos 57 anos.
VIVIAN CACCURI (São Paulo, 1986) é uma artista visual brasileira que vive e trabalha no Rio de Janeiro, e que usa o som como principal meio de trabalho, investigando os condicionamentos históricos e sociais que separam “música” de “ruído”. Formada em Artes Visuais pela Unesp, com mestrado pela UFRJ e pesquisa na Universidade de Princeton, é autora do livro “O Que Faço É Música” (2012), vencedor do Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música. Destaca-se por sua série de “Soundsystems” — reconstruções de caixas de som de baile funk em materiais como vidro espelhado (Odebrecht SoundSystem, 2016) e rapadura de açúcar (Sesmaria Soundsystem, 2019) —, além de uma extensa pesquisa sobre o zumbido do mosquito como tema sonoro e histórico. Participou da 58ª Bienal de Veneza (2019), da 32ª Bienal de São Paulo (2016) e recebeu o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (2011). Suas obras integram o acervo da Pinacoteca de São Paulo e de outras instituições, como Masp e MAR.
SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO
A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.
SOBRE O NAM JUNE PAIK ART CENTER
O Nam June Paik Art Center foi inaugurado em outubro de 2008, em Yongin, na província de Gyeonggi-do (Coreia do Sul), na rua batizada de Paiknamjune-ro em sua homenagem. O projeto nasceu ainda em vida do artista: em 2001, ele próprio discutiu sua criação com o governo local, e o batizou como “a casa onde Nam June Paik continua vivo”. O edifício, com fachada de vidro refletivo que remete a um piano de cauda, foi projetado pelas arquitetas alemãs Kirsten Schemel e Marina Stankovic. É a única instituição do mundo dedicada exclusivamente ao artista, reunindo 283 instalações em vídeo e desenhos, além de um arquivo com 2.775 fitas de vídeo e materiais de seu estúdio em Nova York. Além de exposições permanentes e temporárias sobre sua obra, o centro promove pesquisa acadêmica e simpósios internacionais, funcionando como base para expandir sua herança artística para novos discursos sobre arte, mídia e comunicação.
SOBRE OS PROJETOS DE ARTE DA HYUNDAI MOTOR
Há mais de uma década, a Hyundai Motor Company vem aprofundando suas parcerias com museus e organizações culturais em todo o mundo, incluindo a Tate, o Los Angeles County Museum of Art (LACMA), o Whitney Museum of American Art e o Pavilhão Coreano na Bienal de Veneza. A Hyundai Translocal Series é uma nova iniciativa de parceria que tem como base fomentar diálogos e colaborações entre instituições de arte da Coreia e de todo o mundo. As iniciativas de arte da própria Hyundai Motor incluem programas de chamada aberta, como o VH AWARD, o Hyundai Blue Prize+ e o Artlab Editorial, plataforma digital dedicada à escrita sobre arte por vozes transnacionais. Essas colaborações contínuas abraçam as complexidades do cenário cultural ao explorar novas ideias e perspectivas dentro e além do ecossistema da arte.
Para mais informações, acesse artlab.hyundai.com ou siga hyundai.artlab #HyundaiArtlab.
SOBRE A HYUNDAI MOTOR COMPANY
Fundada em 1967, a Hyundai Motor Company está presente em mais de 200 países com cerca de 120 mil funcionários dedicados a enfrentar desafios de mobilidade em todo o mundo. Com base na visão de marca “Progresso para a Humanidade”, a Hyundai Motor está acelerando sua transformação em um provedor de soluções de mobilidade inteligente. A empresa investe em tecnologias avançadas, como robótica e Mobilidade Aérea Avançada (AAM) para trazer soluções revolucionárias, enquanto busca por inovação aberta para desenvolver futuros serviços de mobilidade. À procura de um futuro sustentável para o mundo, a Hyundai continuará empregando seus esforços para introduzir veículos de emissão zero equipados com a mais alta tecnologia em eletrificação, liderando a indústria de células de combustível de hidrogênio.
Mais informações sobre a Hyundai Motor e seus produtos podem ser encontradas em: Link ou Newsroom: Media Hub by Hyundai
SERVIÇO
Pinacoteca de São Paulo
Hyundai Translocal Series: Via Satélite – Diálogos com Nam June Paik – Charlotte Moorman e Vivian Caccuri
De 17/10/2026 a 14/03/2027
Edifício Pina Contemporânea | Galeria Praça – Térreo – Av. Tiradentes, 273
De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Classificação indicativa: 12 anos
R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso
Gratuito aos sábados
2º Domingo do mês – entrada gratuita – Gratuidade Mantenedora B3
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