
Serão mais de 14 mostras divididas entre os três prédios do museu — Pina Luz, Pina Estação e Pina Contemporânea —, com destaque para as grandes exposições de Belkis Ayón, Francis Alÿs, Keith Haring e Lorenzato
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, divulga seu cronograma de exposições para 2027. Serão mais de 14 exposições, distribuídas pelos seus três prédios — Pina Luz, Pina Estação e Pina Contemporânea.
O próximo ano traz grandes nomes nacionais, como Lorenzato, Brígida Baltar, Carolina Cordeiro e Ana Vaz, e nomes internacionais de peso, como Keith Haring, Belkis Ayón, Francis Alÿs e Wu Tsang, somando 12 exposições já confirmadas. Haverá ainda duas novas exibições na Sala de Vídeo da Pina Luz. Outras exposições serão anunciadas posteriormente.
“Partimos de um panorama amplo e diverso da produção brasileira e internacional para refletir, no decorrer de 2027, sobre as relações entre a arte e os sentidos de jogo. Por meio das práticas de muitos artistas, somos convidados a adotar um olhar lúdico para o cotidiano, no qual regras, ritos e brincadeiras se tornam evidentes e passíveis de comentários e invenções. Também fomos orientados por uma certa produção que entende jogo enquanto encenação e adentra os limites da performance, das poéticas do processo e da teatralidade. Por uma via ou por outra, queremos levar a pensar que os significados da arte e do mundo não existem em si, mas se fazem nas experiências, nas disputas e nas relações”, conta Ana Maria Maia, curadora-chefe da Pinacoteca.
“A programação de 2027 reafirma o compromisso da Pinacoteca com a diversidade de perspectivas, linguagens e experiências que constituem a arte e a sociedade. Reunir artistas nacionais e internacionais, de diferentes gerações e períodos históricos, trabalhando com suportes e linguagens diversos, é uma forma de ampliar os caminhos de acesso à arte e criar possibilidades de identificação e descoberta para públicos distintos. Queremos que a Pinacoteca seja, cada vez mais, um museu verdadeiramente para todas as pessoas — um espaço aberto à pluralidade, ao diálogo e à experiência de diferentes formas de estar e pensar o mundo”, reforça Jochen Volz, diretor-geral do museu.
Primeiro semestre: grandes exposições de Lorenzato, Equipe 3 e Brígida Baltar
A programação de 2027 tem início em 6 de março na Pina Luz. Nas sete salas do 1º andar, o público encontrará uma das exposições mais importantes do ano: as obras do mineiro Amadeo Lorenzato (1900–1995), artista autodidata conhecido por suas pinturas que retratam paisagens, casarios, montanhas, naturezas-mortas e o cotidiano do subúrbio e da periferia mineira.
No 2º andar, também em 6 de março, os visitantes encontrarão a mostra “O avesso das origens”, que procurará reconstituir, situar historicamente e avaliar as ressonâncias da participação do Brasil no Segundo Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (FESTAC), realizado em 1977 em Lagos, na Nigéria, trazendo obras em diferentes linguagens de artistas como Emanoel Araújo, Rubem Valentim, Miguel dos Santos, Octávio de Araújo, Gilberto Gil e Olga do Alaketu.
No Octógono da Pina Luz, a partir de 3 de abril, Carolina Cordeiro (1983), conhecida sobretudo por sua produção com escultura, instalação e materiais como zinco e cerâmica, ocupa o espaço com um trabalho inédito. A obra amplia o repertório de uma das trajetórias mais consistentes da nova geração da arte contemporânea brasileira.
A Pina Estação, por sua vez, recebe no 2º andar, a partir de 24 de abril, uma exposição dedicada à Equipe 3. O coletivo formado por Lydia Okumura, Genilson Soares e Francisco Iñarra esteve envolvido em alguns dos capítulos mais radicais da arte conceitual e instalativa no Brasil, como a ação Incluir os Excluídos (1972). A mostra também revisita o impacto da obra Pontos de Vista (1973), apresentada na 12ª Bienal de São Paulo, e a prática do estranhamento e da provocação do público.
Em 12 de junho, é a vez de Brígida Baltar (1959–2022) ocupar o 4º andar do edifício. A exposição trará um panorama da obra da artista carioca: da casa escavada para abrigar o corpo às coletas de neblina, orvalho e maresia, com uma poética do gesto mínimo, voltada ao efêmero e ao quase imperceptível.
Já o prédio da Pina Contemporânea ganha nova exposição em 10 de abril: o mineiro Froiid (1986) apresenta um trabalho inédito, comissionado pela Pinacoteca e pensado especialmente para o espaço da Galeria Praça, onde ele dá continuidade à sua pesquisa sobre ritos de sociabilidade negra nas periferias das grandes capitais brasileiras.
E na Grande Galeria, a partir de 22 de maio, a exposição coletiva “Alegorias do Brasil” vai se basear na Coleção Brasiliana da Pinacoteca para pensar a construção de imagens nacionais e de poder a partir da relação entre humanidade e natureza. A mostra partirá do restauro dos painéis alegóricos pintados por Stephan Kessler na segunda metade do século XVII, que criam imagens ficcionais dos continentes americano e africano, para compreender como os registros de observação do território se entrelaçam com a construção de imagens políticas do país, sejam trágicas ou celebrativas. Artistas contemporâneos irão dialogar com essas imagens, reinscrevendo-as no presente.
Segundo semestre: Wu Tsang, Ana Vaz, Francis Alÿs e mostras históricas de Belkis Ayón e Keith Haring
No segundo semestre, o Octógono da Pina Luz recebe, a partir de 14 de agosto, Wu Tsang (1982), com uma videoinstalação que dá continuidade à prática híbrida da pessoa artista, entre documentário, ficção e teatro. Em 28 de agosto, é a vez da primeira grande individual de Belkis Ayón (1967–1999) no Brasil, nas sete salas do 1º andar. Trata-se de uma das mostras mais importantes do ano, dedicada à artista afro-cubana conhecida por suas gravuras de grande formato a partir da mitologia da sociedade Abakuá.
O 4º andar da Pina Estação recebe, a partir de 27 de novembro, a segunda exposição individual de Francis Alÿs (1959) na Pinacoteca — a primeira foi em 2013. Diferentemente de uma retrospectiva panorâmica, a exposição apresenta um trabalho em processo do artista belga e um dos mais significativos de sua carreira: o arquivo, construído ao longo dos anos e em contínua expansão, de sua série Children’s Games, que registra jogos infantis filmados em diferentes partes do mundo.
Por sua vez, a Pina Contemporânea recebe, a partir de 28 de agosto, na Galeria Praça, a videoinstalação É Noite na América, em que a brasileira Ana Vaz (1986) filma o zoológico de Brasília para costurar uma narrativa sobre natureza e poder na capital do país.
Finalmente, a partir de 27 de novembro, a Grande Galeria recebe a exposição mais aguardada do ano: a primeira grande exposição individual de Keith Haring (1958–1990) no Brasil desde 2010, marcando o retorno de peso do artista estadunidense, ícone da Pop Art e da cena de arte urbana nova-iorquina dos anos 1980. De caráter retrospectivo, a mostra reunirá obras nunca antes expostas no país e contará ainda com uma sala dedicada às relações entre Haring e o Brasil, país que o artista visitou diversas vezes.
AGENDA CONFIRMADA DE NOVAS EXPOSIÇÕES
Pina Luz
Lorenzato
Quando: 6/3 a 1/8
Onde: Sete salas – 1º andar
Curadoria: Lorraine Mendes e Thierry Freitas
Amadeo Luciano Lorenzato (1900–1995) foi um pintor e escultor mineiro, filho de imigrantes italianos, que trabalhou por décadas como pintor de paredes — no Brasil e na Itália, onde viveu entre 1920 e 1948. Após se aposentar em 1956, dedicou-se exclusivamente à pintura. À margem dos movimentos de sua época, retratou paisagens, casarios e o cotidiano de Belo Horizonte e seus arredores, com técnica própria: um pente artesanal para ranhurar a tinta fresca, criando texturas vibrantes.
“O avesso das origens: o Brasil no FESTAC ’77”
Quando: 6/3 a 6/6
Onde: 2º andar
Curadoria: Renato Menezes
A mostra procurará reconstituir, situar historicamente e avaliar as ressonâncias da participação do Brasil no Segundo Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (FESTAC), realizado em 1977 em Lagos, na Nigéria. Reunindo 56 países africanos e da diáspora, o evento buscava celebrar as culturas do continente, debater seu futuro e pensar soluções para os problemas globais que levassem em consideração suas perspectivas e demandas. No Brasil, em plena ditadura civil-militar, o evento abria uma dupla janela de oportunidade. Para o Ministério das Relações Exteriores, que confiou a coordenação da delegação a Clarival do Prado Valladares, tratava-se de uma ocasião privilegiada para demonstrar que vigorava no país uma verdadeira democracia racial. Para artistas negros brasileiros, por sua vez, o festival justificava uma viagem ao continente africano, alimentando neles um desejo de reencontro com suas origens. Foi o que aconteceu com os artistas Emanoel Araújo, Rubem Valentim, Miguel dos Santos, Octávio de Araújo, com o compositor e cantor Gilberto Gil e com a ialorixá Olga do Alaketu, entre outros integrantes da delegação brasileira. A história do festival seria também atravessada pela censura a Abdias do Nascimento, então exilado nos Estados Unidos, cujo ensaio “O genocídio do negro brasileiro” desmontava a tese da democracia racial que o Ministério das Relações Exteriores pretendia sustentar.
Carolina Cordeiro
Quando: 3/4 a 25/7
Onde: Octógono
Curadoria: Pollyana Quintella
Carolina Cordeiro (1983) é uma artista visual mineira. Graduada em Desenho pela UFMG, fez mestrado na UFRJ e doutorado na ECA-USP, com estágio de pesquisa no Chelsea College of Art and Design, em Londres. Sua produção transita entre escultura, instalação, desenho e publicações, investigando memória, tempo, espaço e materialidade. Trabalha frequentemente com zinco, papel e cerâmica, criando intervenções que dialogam com a arquitetura dos espaços — como placas de zinco perfuradas que alteram a iluminação de uma claraboia.
Wu Tsang
Quando: a partir de 14/8
Onde: Octógono
Curadoria: Pollyana Quintella
Wu Tsang (1982) é uma pessoa cineasta, artista visual e performer norte-americana, vencedora da bolsa MacArthur em 2018, cuja prática híbrida borra fronteiras entre documentário, ficção, teatro e instalação, investigando narrativas marginais e identidades trans e queer. Projetou-se com o filme Wildness (2012), sobre um bar latino LGBTQIA+ em Los Angeles, e destaca-se por criações coletivas, sobretudo com o grupo Moved by the Motion — parceria que rendeu a monumental adaptação de Moby Dick (2022). Suas instalações imersivas, com som, luz e tecidos, já foram apresentadas em diversas instituições, como o Guggenheim de Nova York. Entre 2019 e 2024, foi pessoa diretora residente no teatro Schauspielhaus Zürich, empregando a fabulação crítica para reescrever a história e visibilizar sujeitos silenciados.
Belkis Ayón
Quando: a partir de 28/8
Onde: Sete salas – 1º andar
Curadoria: Lorraine Mendes
Belkis Ayón (1967–1999) foi uma artista cubana reconhecida mundialmente por sua maestria na colografia, técnica de gravura na qual matrizes construídas como colagens de materiais diversos resultam em ricas texturas e variações de cinza e preto. Formada pelo Instituto Superior de Arte de Havana, partiu das mitologias da sociedade afro-cubana Abakuá para explorar sua técnica em grandes formatos, criando imagens que evocam figuras diversas, como a princesa Sikán, e temas como sacrifício, poder e espiritualidade, para refletir sobre os mistérios e os segredos da existência humana. Falecida aos 32 anos, deixou um legado que rompeu fronteiras entre linguagem gráfica, mitologia e arte contemporânea.
Sala de Vídeo
Onde: Pina Luz
Duas novas exibições a confirmar em 2027.
Pina Estação
Equipe 3
Quando: a partir de 24/4
Onde: 2º andar
Curadoria: Ana Paula Lopes
Fundada em São Paulo em 1971 por Lydia Okumura, Genilson Soares e Francisco Iñarra, a Equipe 3 foi um coletivo pioneiro da arte conceitual e instalativa no Brasil, que anulava a autoria individual para investigar a transformação do espaço expositivo. O grupo despontou nas mostras Jovem Arte Contemporânea (JAC) do MAC-USP, então dirigido por Walter Zanini, com intervenções site-specific feitas de materiais simples que tensionavam desenho e volume e demandavam o deslocamento físico do espectador. Seu marco foi Pontos de Vista, na 12ª Bienal de São Paulo (1973), em que barbantes esticados, pintura nos cantos e paredes e um espelho dialogavam com a arquitetura do pavilhão. Diante do caráter efêmero das instalações, o grupo documentava minuciosamente seus processos.
Brígida Baltar
Quando: 12/6 a 17/10
Onde: 4º andar
Curadoria: Pollyana Quintella
Brígida Baltar (1959–2022) foi uma importante artista visual carioca, expoente da geração dos anos 1990 formada pela EAV Parque Lage, onde depois foi professora, e integrante do Grupo Visorama. Sua poética investigou noções de abrigo, intimidade e fragilidade do corpo por meio de esculturas, instalações, fotografias e performances, notabilizando-se ao transformar a própria casa-ateliê em matéria-prima — caso de Abrigo (1996), foto-ação criada nas paredes de tijolos de sua casa. Entre 1994 e 2001, realizou a série Umidades/Coletas, ações performáticas em que tentava “capturar” elementos como orvalho e névoa em frascos de vidro. Participou da 25ª Bienal de São Paulo (2002). Sua obra integra acervos diversos, como o da Pinacoteca e o do MAC-USP.
Francis Alÿs
Quando: a partir de 27/11
Onde: 4º andar
Curadoria: Cuauhtémoc Medina
Francis Alÿs (1959) é um artista, cineasta e urbanista belga radicado na Cidade do México desde 1986. Formado em arquitetura, adotou a metrópole e o ato de caminhar como eixos de sua poética, transitando entre vídeo, performance, pintura e desenho, com ações efêmeras baseadas no esforço improdutivo e no absurdo poético — como empurrar um bloco de gelo até o derretimento em Paradox of Praxis 1 ou mobilizar 500 pessoas para mover uma duna em Lima, ação feita em parceria com Rafael Ortega e Cuauhtémoc Medina. Usa o próprio corpo para tensionar geopolíticas e fronteiras, criando pontes simbólicas entre países, como em seu projeto com barcos de pesca ligando Cuba aos Estados Unidos. Na série Children’s Games, investiga o brincar infantil em diferentes localidades, inclusive em zonas de conflito, como ato de resistência. Laureado com o Wolfgang Hahn Prize (2023) e representante da Bélgica na Bienal de Veneza de 2022, é uma das referências mais influentes da arte contemporânea global.
Pina Contemporânea
Froiid
Quando: 10/4 a 8/8
Onde: Galeria Praça
Curadoria: Renato Menezes
Froiid (1986) é um artista visual, pesquisador e curador mineiro, cuja produção investiga as vivências das periferias urbanas. Mestre em Artes Visuais pelo PPGARTES/UEMG e graduado pela Escola Guignard, transita por escultura, instalação, performance e intervenção pública, adotando a malandragem como chave conceitual — experimentando regras de jogos como sinuca e futebol de várzea para superar o dualismo entre norma e liberdade. Em suas obras, modifica objetos e estruturas de jogo, como na instalação É Hora da Onça Beber Água (2020), mesa de bilhar de cerca de 13 metros com 14 caçapas e sons amplificados por microfones, que convida o público a jogar com regras próprias e que rendeu ao artista o Prêmio Décio Noviello.
“Alegorias do Brasil”
Quando: 22/5 a 3/10
Onde: Grande Galeria
Curadoria: Renato Menezes e Yuri Quevedo
“Alegorias do Brasil” se baseia na Coleção Brasiliana da Pinacoteca e tem como questão a construção de imagens nacionais e de poder a partir da relação entre humanidade e natureza. A mostra parte do restauro dos painéis alegóricos pintados por Stephan Kessler na segunda metade do século XVII, que criam imagens ficcionais dos continentes americano e africano, para compreender como os registros de observação do território se entrelaçam com a construção de imagens políticas do país, sejam trágicas ou celebrativas. Para isso, a curadoria conta com coleções públicas e privadas de todo o país, além do acervo do próprio museu, reunindo em São Paulo um conjunto histórico pouco visto, mas que faz parte da memória nacional. Por sua relevância, essas obras têm sido revisitadas por artistas contemporâneos que, na ocasião, serão convidados a propor novos modos de mostrá-las, reinscrevendo-as no presente.
Ana Vaz
Quando: a partir de 28/8
Onde: Galeria Praça
Curadoria: Ana Maria Maia
Ana Vaz (1986) é uma cineasta, artista visual e pesquisadora brasiliense com atuação no circuito internacional, formada na Austrália e na França. Sua produção transita entre cinema experimental, instalação e ensaio fílmico, investigando ecologia política e as feridas da colonização. Adota o perspectivismo para dar voz a cosmovisões não humanas, questionando o mito do progresso — seja em seus filmes sobre Brasília e o Cerrado, seja em obras como o curta Há Terra! (2016), focado nas disputas e feridas da terra, e Apiyemiyekî? (2020), a partir do arquivo de desenhos do povo Waimiri-Atroari. Seu primeiro longa, É Noite na América (2022), rodado no zoológico de Brasília com animais silvestres resgatados na capital, estreou no Festival de Locarno. Exibe seus trabalhos em instituições como a Tate Modern e o Palais de Tokyo.
Keith Haring
Quando: 27/11 a 23/4/2028
Onde: Grande Galeria
Curadoria: Thierry Freitas
Keith Haring (1958–1990) foi um influente artista visual, ativista e figura central da arte urbana nova-iorquina nos anos 1980. Haring projetou-se com milhares de desenhos a giz no metrô de Nova York, sob a premissa de que a arte pertence a todos. Desenvolveu uma linguagem pictográfica universal, com linhas pretas espessas e ícones como o “bebê radiante”, articulando a energia do graffiti com o engajamento político — combate ao apartheid, crítica ao consumismo e prevenção ao crack. Tornou-se voz ativa na conscientização sobre o HIV/AIDS e criou murais públicos pelo mundo, como o icônico Crack is Wack no Harlem. Em 1986, abriu a Pop Shop, no SoHo, desafiando as lógicas elitistas do mercado de arte ao comercializar suas figuras em toda sorte de produtos. Vitimado por complicações da AIDS aos 31 anos, seu legado permanece um marco da inovação gráfica e resistência social.
SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO
A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.
SERVIÇO
Pinacoteca de São Paulo
De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). Ingresso único com acesso aos três edifícios — válido somente para o dia marcado no ingresso
Gratuito aos sábados e também no segundo domingo do mês (gratuidade oferecida pela Mantenedora B3)
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