Férias de julho: passagens aéreas em 2026 inflacionaram 8x mais do que as de ônibus, revela índice do Rodoviário ClickBus

Mesmo na alta temporada das férias escolares e com o diesel subindo 14%, a variação do preço da passagem rodoviária subiu apenas 5,1% frente a julho de 2025 — patamar muito próximo à inflação oficial. No mesmo período, a tarifa aérea disparou 41,9%
 

São Paulo, agosto de 2026 — Julho é sinônimo de pé na estrada e férias escolares no Brasil inteiro. Com o aumento da procura por viagens para curtir o recesso, o bolso do viajante naturalmente sente o impacto da sazonalidade. No entanto, quem escolheu viajar pelo modal rodoviário encontrou um cenário incomparavelmente mais leve para o orçamento. É o que mostra a nova edição do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em julho de 2026, o preço médio da passagem de ônibus subiu 5,1% na comparação anual com julho de 2025. O movimento reforça o ônibus como a opção de viagem mais estável e acessível do país, já que, na mesma comparação, o aumento do preço médio da passagem aérea foi de 41,9%, segundo dados do IPCA/IBGE. Trata-se de um ritmo de inflação oito vezes maior no modal aéreo, marcando o maior distanciamento entre os índices de avião e ônibus registrado desde o início do ano.
 

Setor rodoviário absorve custos para garantir a viagem do brasileiro nas férias

A forte competitividade dos ônibus nas férias de julho chama ainda mais atenção quando analisada a pressão nos custos das viações. O preço do diesel, principal insumo do setor, subiu 14% em relação a julho de 2025. Apesar dessa pressão acentuada nos custos operacionais, o reajuste das passagens rodoviárias ficou em 5,1%, sinalizando que as empresas de ônibus absorveram boa parte da alta de insumos para manter os passeios de férias acessíveis no pico da alta temporada. O índice do setor rodoviário ficou levemente acima do IPCA geral (+4,4%) e do IPCA de Transportes (+3,7%), mas manteve distância expressiva da escalada das tarifas aéreas.
 

Na comparação mensal, o reajuste das passagens rodoviárias nas férias de julho de 2026 mostrou desaceleração em relação ao ano anterior. Enquanto em julho de 2025 o preço médio subiu 4,5% frente a junho, a variação registrada no mesmo período de 2026 ficou em contidos 2,6%, indicando uma pressão menor sobre o bolso do passageiro no pico do recesso. 
 

Entendendo a sazonalidade: viagem de férias puxou o mês, mas comparação de 2025 e 2026 prova estabilidade

Por concentrar as férias escolares, o mês de julho costuma registrar pico de demanda no turismo brasileiro. No IRCB, a série sem ajuste sazonal apontou uma alta de 2,6% entre junho e julho de 2026. Porém, quando a Fipe aplica o ajuste sazonal, que isola os efeitos típicos das férias e do calendário, o resultado entre os dois meses vira um recuo de 0,7%. Isso sinaliza que a variação mensal recente ocorreu essencialmente devido ao aquecimento das viagens no meio do ano. Quando a comparação anual (year-over-year) é feita entre os meses de julho de 2025 e julho de 2026, ambos sob o efeito de férias escolares, a variação de 5,1% confirma a estabilidade real das tarifas ano a ano.
 

O recorte por tipo de viagem detalha bem esse movimento das férias. Na comparação mensal entre junho e julho de 2026, o segmento interestadual, fortemente associado às viagens mais longas de férias para rever a família ou passear, chegou a subir 7,1% na série sem ajuste sazonal devido ao pico de viajantes, mas recuou 1,1% na série ajustada. O transporte intermunicipal, mais voltado a deslocamentos rotineiros, mostrou comportamento mensal mais estável, subindo 1,3% sem ajuste e 0,5% com ajuste, e fechando a comparação anual em 5,7%.
 

Raio-X do IRCB em Julho: Categorias, Trajetos e Regiões

Na análise por classe de serviço, a categoria cama teve a maior variação na comparação anual, subindo 7,7% e refletindo um movimento de recomposição após um 2025 com variações menores que as demais classes, que subiu 6,4%. As classes executivo e leito apresentaram subidas alinhadas à média nacional, com altas de 3,7% e 3,6%, respectivamente. Já a categoria semi-leito destacou-se com a maior estabilidade de preços de todo o índice, registrando variação de apenas 1,1% frente a julho de 2025.
 


Em relação à distância percorrida, as viagens de curta distância (até 100 km) registraram a maior alta na comparação anual, de 8,5%, enquanto os trechos de média e média-longa distância subiram entre 5,3% e 6,1%. Por outro lado, as viagens de longa distância, acima de 400 km, registraram o menor reajuste de todos os recortes de distância, com apenas 3,2% de alta frente ao mesmo mês do ano anterior. O dado surpreende por ser o segmento mais exposto ao custo do combustível por quilômetro rodado e, mesmo assim, ter sido o que menos repassou aumentos ao passageiro que viajou nas férias.
 


O panorama regional trouxe novidades importantes para o levantamento. Enquanto o Centro-Oeste (+7,0%) e o Sudeste (+6,7%) lideraram os reajustes anuais impulsionados pelo fluxo de viagens, a região Norte foi a única do país a registrar queda nos preços das passagens, ficando 1,0% mais barata em julho de 2026 na comparação com julho de 2025, movimento acompanhado pelo estado do Pará, que recuou 2,6%. Na outra ponta do ranking estadual interanual, Mato Grosso do Sul liderou os reajustes com 20,5% de alta, seguido por Rio de Janeiro (+10,8%) e Mato Grosso (+10,5%).
 

Quase uma década de dados: o ônibus como garantia de mobilidade

No acumulado desde o início da série histórica do IRCB em dezembro de 2017, o modal rodoviário acumula alta de 63,9%. O número fica significativamente abaixo da inflação acumulada das passagens aéreas (+102,0%) e da variação do preço do diesel (+109,2%) no mesmo intervalo de quase uma década, provando que o setor rodoviário absorve consistentemente as altas de insumos ao longo do tempo.

“As férias de julho são sagradas para a família brasileira, e viajar não pode virar um pesadelo no orçamento. O IRCB mostra que o ônibus seguiu sendo o que ele sempre foi: a certeza de que a viagem é previsível e cabe no bolso, em qualquer canto do país.”, afirma Phillip Klien, CEO da ClickBus.
 

Sobre o IRCB
O Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB) é calculado mensalmente pela Fipe com base em dados de passagens comercializadas na plataforma da ClickBus. A metodologia emprega índice hedônico com controle de atributos qualitativos das viagens, garantindo que as variações refletem, de fato, a evolução dos preços e não mudanças no perfil das passagens vendidas. As séries históricas estão disponíveis desde dezembro de 2017.
Mais informações:www.clickbus.com.br/ircb

 

Sobre a ClickBus

A ClickBus é a plataforma líder em venda de passagens de ônibus online no Brasil. Desde 2013, a empresa traz soluções de tecnologia para viajantes, viações e parceiros, e atende mais de 300 mil rotas. Por meio de mais de 300 viações, a ClickBus já registrou mais de 62 milhões de bilhetes emitidos. Além das plataformas proprietárias, a empresa opera a tecnologia de mais de 85 viações de ônibus e 50 terminais rodoviários. A ClickBus é tetracampeã do Prêmio Reclame Aqui e chancelada pelos selos Innovative Workplaces Brasil 2025 (da MIT Technology Review), RA1000 (excelência máxima no atendimento) e Great Place to Work 2025.

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