Segmento industrial lidera em volume e área transacionada; cap rate médio das operações é de 9% ao ano
O mercado de investimentos imobiliários brasileiro registrou R$ 4,39 bilhões em transações no terceiro trimestre de 2025, distribuídos em 37 operações e totalizando 831,8 mil m² de área transacionada. Os dados fazem parte do Market Beat Investments, relatório trimestral produzido pela Cushman & Wakefield, líder global em serviços imobiliários corporativos.
De acordo com o estudo, o segmento industrial consolidou-se como o principal motor do trimestre, concentrando R$ 1,82 bilhão em negócios e 577,6 mil m² de área transacionada, o equivalente a 41% do volume total negociado. O setor também apresentou o cap rate médio mais elevado, de 11,8% a.a., refletindo o apetite de investidores por ativos logísticos e industriais de grande porte, sobretudo em regiões estratégicas fora do eixo Rio–São Paulo.
Entre as transações de destaque, figura a venda, pelo BTG Pactual Log CP FII (BTLC11), de cinco empreendimentos da plataforma LOG Commercial Properties em Goiânia, Recife, Londrina, Aracaju e Fortaleza, por cerca de R$ 833 milhões. O movimento reforça a liquidez do segmento e a consolidação de um ciclo de realocação de portfólios voltado à eficiência e geração estável de renda.
Varejo concentra maior número de transações e mostra resiliência
O setor de varejo (retail) respondeu pelo maior número de operações, 17 no total, movimentando R$ 1,64 bilhão e cerca de 160,8 mil m². O cap rate médio foi de 8,8% a.a., enquanto o preço médio por metro quadrado atingiu R$ 8.490.
Entre as operações mais relevantes, destaca-se a aquisição, pelo XP Renda Imobiliária Master FII (XPRI), de um portfólio composto por 10 imóveis locados ao Grupo Mateus e ao Grupo Pão de Açúcar, anteriormente detidos pelo Guardian Real Estate FII (GARE11), em transação de R$ 485,5 milhões.
Outros movimentos relevantes incluem a venda do BarraShopping, no Rio de Janeiro, por R$ 362,5 milhões, e aquisições realizadas por fundos como HSI Malls (HSML11), evidenciando a recuperação gradual dos ativos de varejo consolidado e a retomada seletiva de shoppings e strip malls com forte fluxo de consumidores.
Escritórios seguem valorizados, com maior preço médio por m²
No segmento office, foram registradas 11 transações, totalizando R$ 925,9 milhões e 93,4 mil m² de área negociada. O preço médio atingiu R$ 9.149/m², o mais elevado entre os setores, com cap rate médio de 8,6% a.a..
Os destaques incluem a aquisição de unidades da Lotus Tower, em Brasília, por R$ 358,3 milhões pelo Lotus Tower FII, e a compra de parte do Rio Claro Offices – Cidade Matarazzo, em São Paulo, por R$ 90 milhões. Esses movimentos reforçam a preferência do investidor institucional por ativos prime, com contratos sólidos e localização estratégica.
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