Cartão de crédito especial está ganhando espaço rapidamente

Mercado brasileiro movimenta R$ 2,8 trilhões, enquanto bancos digitais democratizam benefícios premium

Foto: Freepik

Globalmente, o setor de cartões de crédito especiais registra expansão e deve saltar de US$ 14,31 trilhões em 2024 para US$ 17,14 trilhões em 2029, conforme projeções da Mordor Intelligence. A taxa de crescimento anual estimada é de 3,67%. No Brasil, o setor movimentou R$ 2,8 trilhões só no ano passado, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões (Abecs). 

De acordo com o Banco Central, 27,6 milhões de brasileiros obtiveram seu primeiro cartão de crédito no período entre 2019 e 2022. O número total de cartões ativos atingiu 190,8 milhões em junho de 2022, representando quase o dobro da população economicamente ativa do país.

O crescimento pode ser justificado pela busca dos consumidores por benefícios personalizados. Entre universitários, 96% têm cartão de crédito e escolhem versões com recompensas destinadas a esse público. Já famílias com renda mensal acima da média, superior a US$ 150 mil, realizam 44% de suas transações com cartões de crédito, preferindo modelos com vantagens diferenciadas, conforme o relatório da Mordor Intelligence

Bancos digitais e fintechs têm influenciado o comportamento do consumidor, uma vez que passaram a oferecer aos consumidores a possibilidade de escolher entre os melhores programas de pontos com requisitos mais flexíveis que os bancos tradicionais e outros diferenciais. Milhas e pontos estão entre os benefícios mais procurados. Uma pesquisa deste ano do iDinheiro mostra que 67% dos portadores de cartão usam milhas para viajar com maior frequência. A anuidade zero aparece como outro fator decisivo na escolha do cartão. 

A estratégia tem atraído jovens, empreendedores e trabalhadores liberais que antes não tinham acesso a produtos premium. Opções como cartão black sem limite deixaram de ser exclusividade de clientes com patrimônio elevado. Instituições digitais oferecem versões com seguros de viagem, assistência médica internacional, acesso a salas VIP em aeroportos, serviços de concierge e isenção de rolha em restaurantes.

Outro aspecto que se tornou um diferencial competitivo, segundo as pesquisas, é o cashback. Por meio dele, bancos permitem resgate do valor na conta corrente ou como desconto na fatura.

Parcelamento traz facilidade, mas representa riscos

A modalidade de parcelamento sem juros corresponde a 41% do valor transacionado com cartões de crédito no Brasil, segundo a Abecs. Nas compras presenciais, o percentual sobe para 49,5%. Em transações on-line, atinge 47,6%. A maioria dos consumidores (65%) prefere parcelar em até seis vezes. 

O uso do cartão de crédito pode trazer facilidade aos consumidores, mas requer planejamento e cuidado, como alerta a Serasa, para que o parcelamento não se transforme em dor de cabeça.

Paralelamente ao período de crescimento da aquisição do primeiro cartão de crédito dos brasileiros, entre 2019 e 2022, o Banco Central observou a alta do endividamento. Em junho de 2022, um total de 84,7 milhões de pessoas possuíam saldo devedor em cartão de crédito, crescimento de 30,9% em relação a junho de 2019, segundo a autoridade monetária.

O rotativo do cartão permanece como modalidade mais cara. O chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Angelo José Duarte, explica em comunicado oficial: “Quando o cliente deixa de pagar o valor total da fatura do cartão, o valor não pago se torna uma modalidade de empréstimo, chamada ‘rotativo do cartão de crédito’. Essa é uma das operações de crédito com maiores taxas de inadimplência e custo no mercado.”

Dados da instituição mostram que 54% dos clientes com saldo devedor mantêm dívida em apenas uma instituição. Outros 25% devem em duas instituições e 20% em três ou mais. Quanto maior o número de vínculos, maior o limite médio e o saldo devedor consolidado.

Tecnologia amplia acesso ao crédito

Pagamentos por aproximação representam 67,2% das transações presenciais com cartão em dezembro de 2024, segundo a Abecs. O volume movimentado pela modalidade cresceu 48,3% no ano, alcançando R$ 1,5 trilhão. Brasileiros realizam 2,6 milhões de pagamentos por aproximação a cada hora.

Transações on-line mantêm uma trajetória de crescimento. Compras não presenciais movimentaram R$ 979,4 bilhões em 2024, alta de 17,9%. O cartão de débito ganha espaço nesse segmento, com crescimento de 10,5% no ano. Comparado ao período pré-pandemia, o uso do débito em compras online cresceu 397%, enquanto o crédito aumentou 191,9%.

Pagamentos recorrentes registraram R$ 106 bilhões em 2024, crescimento de 38,6%. A modalidade facilita cobranças de assinaturas e mensalidades. Em dois anos, o volume de transações recorrentes cresceu 88,5%.

Setores específicos lideram o crescimento. Petshops registraram alta de 22% no uso de cartões. Autopeças cresceram 16,9%. Eletrônicos e eletrodomésticos tiveram aumento de 13,2%. Entre serviços, cuidados pessoais lideram com crescimento de 25%, seguidos por companhias aéreas (22,6%) e profissionais liberais (19,5%).


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