Aluguel de ativos: como gerar renda com ações e ETFs americanos

Entenda o que é e como funciona o aluguel de ações e de ETFs americanos. Veja também por que considerar esse tipo de estratégia de investimento.

Investir em ações e Exchange Traded Funds (ETFs) americanos é uma estratégia adotada por diversos investidores. Isso ocorre porque esse tipo de investimento permite diversificar a carteira internacionalmente, acessar mercados globais e outros setores da economia e ter exposição a moedas fortes.

Entretanto, nem todo mundo sabe que há como alugar esses ativos e conseguir uma renda adicional. Trata-se de uma possibilidade para ganhar dinheiro além da eventual valorização e da distribuição de proventos, como dividendos.

Continue acompanhando a leitura, entenda o que é e como funciona o aluguel de ativos e veja como você pode gerar renda extra com ações e ETFs americanos!

O que é e como funciona o aluguel de ativos

O aluguel de ativos é uma operação na qual uma pessoa empresta temporariamente investimentos de sua carteira, como ações e ETFs, a outros investidores. Em troca, ela recebe uma taxa conforme acordado em contrato.

O procedimento pode ser comparado, de forma simplificada, à locação de um imóvel. Quem possui o bem o disponibiliza temporariamente a um terceiro e recebe determinado valor pelo seu uso.

A prática, comum nos Estados Unidos e na Europa, é chamada de securities lending no exterior – afinal, ela representa uma forma adicional de rentabilizar investimentos.

No Brasil, embora muitas pessoas não conheçam a estratégia, ela vem crescendo nos últimos anos. Segundo um levantamento do DataWise+, o mercado de aluguel de ativos teve uma alta de 53% entre outubro de 2024 e outubro de 2025, saindo de R$ 216 bilhões para R$ 332 bilhões.

Entenda melhor como funciona o aluguel de ativos!

Doador e tomador

No aluguel de ações, existem duas figuras principais: o doador e o tomador. O primeiro é a pessoa que tem o ativo no portfólio e o disponibiliza para empréstimo. Já o segundo corresponde ao operador que aluga o investimento para executar uma estratégia específica.

Em muitos casos, o tomador utiliza o ativo em estratégias específicas de negociação, como operações de venda a descoberto. Já o doador tende a manter uma visão de longo prazo sobre o investimento.

Taxa e prazo do contrato

Além do doador e do tomador, o contrato de aluguel de ETFs ou ações norte-americanas envolve dois elementos essenciais: taxa e prazo. Eles são fundamentais para avaliar a atratividade da operação.

A taxa representa a remuneração paga ao investidor que disponibiliza os seus ativos. Já o prazo define o período durante o qual os investimentos permanecerão emprestados.

No contrato de aluguel de ativos, a taxa é anualizada e expressa em percentual. No entanto, o valor final pago é proporcional ao número de dias úteis em que o investimento ficou alugado.

É válido mencionar que a taxa do aluguel varia conforme fatores como demanda pelo ativo, liquidez e condições de mercado. Em um paralelo com a locação de um imóvel, trata-se da mesma lógica que envolve questões como localização, tamanho e infraestrutura.

Em cada contexto, essas variáveis influenciam as taxas e os valores praticados nos aluguéis. Vale ressaltar que, em ambos os casos, a titularidade sobre o ativo não muda.

Estratégia para quem pensa a longo prazo

Embora possa ser utilizado por qualquer pessoa que tenha ações ou ETFs americanos em carteira, o aluguel de ativos costuma ser mais interessante para quem tem horizonte de longo prazo. Isso porque a estratégia pode ser mantida sem maiores obstáculos.

Muitos investidores planejam manter esses ativos por anos, décadas ou por períodos indeterminados. O aluguel viabiliza manter essa abordagem de longo prazo e ainda obter uma remuneração adicional enquanto os ativos permanecem na carteira.

Como alugar ativos e gerar renda com ações e ETFs americanos

O processo para alugar ativos e gerar renda com ações ou ETFs norte-americanos envolve duas etapas principais.

Veja quais são elas!

Disponibilização dos ativos para aluguel

Para iniciar o processo, você precisa autorizar que os ativos presentes em sua carteira sejam disponibilizados para aluguel. É possível escolher quais investimentos serão oferecidos para a operação e quais não farão parte dela.

Essa etapa deve ser feita por meio do banco de investimentos no qual você tem conta. Cabe destacar que, no aluguel de ativos, é necessária a intermediação de uma instituição financeira. Isso porque é ela que conecta doadores e tomadores, estrutura contratos e administra garantias.

No BTG Pactual, por exemplo, os clientes podem disponibilizar ações e ETFs americanos para aluguel diretamente pela plataforma do Banco. Após a autorização do investidor, os ativos da carteira podem ser disponibilizados para operações de aluguel no mercado, permitindo o recebimento de uma taxa enquanto permanecem emprestados.

Pagamento do aluguel

Ao término do período ou retorno antecipado, a remuneração é creditada na sua conta conforme as condições estabelecidas em contrato.

Na prática, para alugar os seus investimentos e gerar renda com ações e ETFs norte-americanos, é necessário autorizar a disponibilização dos ativos, e a plataforma pode intermediar operações de aluguel conforme a demanda e as condições de mercado.

Por que fazer o aluguel de ativos

aluguel de ações e ETFs americanos é uma estratégia que pode ampliar a eficiência do seu portfólio ao transformar posições passivas em uma fonte de renda adicional. Trata-se de uma abordagem complementar.

Saiba mais sobre os principais motivos para alugar seus ativos!

Potencialização da rentabilidade da carteira

Ao disponibilizar os seus ativos para aluguel, você pode receber taxas que se somam aos possíveis proventos e à valorização do papel. Isso significa que o mesmo investimento passa a ter capacidade de gerar múltiplas fontes de retorno.

Aproveitamento de ativos já existentes

Outro ponto relevante sobre o aluguel de ações e ETFs norte-americanos é que o processo não exige a compra de novos ativos. Você tem a opção de utilizar investimentos que já fazem parte do seu portfólio. Assim, há como ampliar o potencial de retorno sem alterar a sua estratégia de alocação.

Flexibilidade operacional

Também é válido mencionar que o processo para alugar ações e ETFs americanos oferece flexibilidade. Mesmo quando estão emprestados, os seus investimentos podem ser vendidos. Nesse caso, o contrato é encerrado e ocorre a devolução dos ativos.

Essa característica permite ajustar a carteira conforme as suas necessidades e as condições de mercado.

Outros pontos que você deve saber sobre o aluguel de ativos

Existem outras questões importantes sobre o aluguel de ativos que você deve conhecer caso esteja pensando em emprestar os seus investimentos. Descubra quais são elas!

Recebimento de dividendos

Mesmo quando ações, ETFs norte-americanos ou outros ativos estão alugados, o investidor doador mantém o direito econômico sobre os dividendos.

Na prática, quando ocorre distribuição de proventos, o tomador do ativo realiza o repasse de um valor equivalente aos dividendos ao investidor proprietário. Assim, o aluguel não elimina a possibilidade de receber rendimentos provenientes dos investimentos.

Ativos que podem ser alugados

Os aluguéis de ações e ETFs são os mais conhecidos. Porém, dependendo do mercado e da estrutura da operação, também é possível realizar o aluguel de outros ativos, como:

  • American Depositary Receipts (ADRs)
  • Real Estate Investment Trusts (REITs)
  • Fundos Imobiliários (FIIs), no mercado brasileiro

Tipos de contrato de aluguel de ações 

Em operações de securities lending, existem quatro tipos principais de contrato que podem ser firmados entre doadores e tomadores. São eles:

  • Contrato reversível ao doador: permite que o investidor que emprestou o ativo solicite sua devolução antes do prazo.
  • Contrato reversível ao tomador: possibilita ao operador que alugou o ativo devolvê-lo antecipadamente.
  • Contrato reversível ao tomador e ao doador: ambas as partes podem encerrar o contrato antes do vencimento.
  • Contrato com vencimento fixo: estabelece uma data definida para a devolução do ativo, sem possibilidade de retorno antecipado.

Direito a voto

Por fim, quando um investidor disponibiliza suas ações para aluguel, ele perde temporariamente o direito a voto em assembleias. Essa situação acontece porque o papel fica sob a posse do tomador para fins operacionais. Ao fim do contrato, os direitos são restabelecidos automaticamente.

O aluguel de ativos é um mecanismo que pode transformar posições já existentes em uma nova fonte de renda na carteira. Ao disponibilizar suas ações ou ETFs americanos para empréstimo, você amplia o potencial de retorno sem alterar a estratégia principal de investimento.

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