
Genéricos, medicamentos prescritos e um pico pontual de demanda ajudaram a puxar o crescimento do setor farmacêutico.
As vendas na indústria farmacêutica cresceram 13,7% em novembro, segundo dados da Sindusfarma, coletados pela IQVIA. O número marca uma aceleração perante os meses anteriores, quando o setor avançou 12,2% em outubro e 12,3% em setembro.
O dado chama atenção por indicar que o ritmo do segmento ganhou tração, depois de alguns meses de expansão mais estável.
O que fez as vendas aumentarem
O relatório, feito pelo time de Research do BTG Pactual, aponta três vetores claros por trás desse desempenho mais forte:
1. Genéricos seguiram crescendo acima da média
O principal motor do crescimento foi a demanda por genéricos. Em novembro, as vendas desse segmento avançaram 16% na comparação anual, acelerando em relação a outubro (15,7%).
Esse ritmo foi superior ao crescimento do mercado farmacêutico como um todo.
O relatório destaca que genéricos e medicamentos prescritos têm uma característica importante: são produtos de consumo recorrente, menos sujeitos a cortes mesmo em cenários econômicos mais difíceis. Isso ajuda a explicar por que o setor mantém crescimento consistente.
2. O mercado já vinha crescendo e ganhou ritmo
Outra questão relevante é que novembro não foi ponto fora da curva. O setor farmacêutico já vinha crescendo nos meses anteriores:
- +12,3% em setembro
- +12,2% em outubro
- +13,7% em novembro
Ou seja, o que aconteceu em novembro foi uma aceleração de uma tendência já existente, e não uma mudança repentina de comportamento. Os dados mostram que o avanço foi mais amplo, envolvendo o setor como um todo.
3. Black Friday ajudou a reforçar o volume
O relatório também avalia que a Black Friday pode ter contribuído para fortalecer o resultado do mês, embora não seja o único fator.
Durante o período promocional:
- As vendas na indústria farmacêutica ganharam relevância entre as categorias mais vendidas.
- Medicamentos da classe GLP-1 corresponderam a 35,1% da receita da categoria.
- Outros medicamentos cresceram 114%, com ticket médio de R$ 54.
Esse movimento ajudou a aumentar o volume vendido no fim do mês, funcionando como um reforço adicional sobre uma base de crescimento já sólida.
Em resumo
As vendas aumentaram porque o consumo de saúde entrou em uma fase mais previsível.
Os dados mostram que:
- As pessoas continuam comprando medicamentos genéricos, independentemente do cenário.
- O setor já vinha crescendo e ganhou ritmo.
- Alguns produtos, como os GLP-1, passaram a concentrar atenção e volume, ajudando a aumentar o tíquete e o fluxo nas farmácias.
- A Black Friday não criou demanda nova, mas acelerou decisões que já existiam.
No fim, o crescimento de novembro não foi um evento isolado. Ele reflete um mercado em que o consumo virou rotina, não exceção; e isso reforça “nossa visão otimista sobre os varejistas farmacêuticos”, destaca o relatório. Se você quer entender o que está sustentando tal crescimento, quais movimentos ainda não estão totalmente precificados e como o time de Research do BTG Pactual enxerga o setor à frente, vale a leitura do relatório “Vendas farmacêuticas aumentaram durante a temporada da Black Friday”
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